dia D… de Desenhos

existe um projeto para o novo aeroporto de São Paulo ser em Caucáia. É por lá também que fica o bairro do Tijuco Preto e a casa de um grande amigo ceramista e pintor. ele pinta tanto telas, quanto paredes (com e sem autorização).

ontem eu, o dono dono da casa e uma amiga editora. editora é a pessoa formada em editoração que usa seus conhecimentos para publicar palavras, todavia em um futuro breve não seja mais necessária a formação acadêmica para exercer esse ofício, talvez em um futuro não muito distante a academia do jeito como a conhecemos também não exista mais.

pois bem… lá fiz vários desenhos, alguns junto com a Laura, isso mesmo: desenho de dupla, ela com o pincel eu com a pena.

Em A3:

Dança no meio do salão:

Em A4:

Desenho a dois:

ainda em dupla. chegada das cores:

por último os coloridos no caderno:

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a memória e o tempo

quando foi mesmo isso?

no começo meu cabelo era cacheado, depois ficou liso e tornou a ficar cheio de voltas.

em que momento resolvi escrever isso?

foi antes ou depois do copo com vodka? olho minhas fotos e julgo ser capaz de dizer aquilo em que pensava. Eu detesto ser picado por mosquitos. escrevo isso com um tubo de repelente em cima da mesa.

mas onde foi que essa necessidade começou?

a memória não é o tempo. a memória é uma linha dentro de nós, o tempo é a quarta dimensão impregnada em tudo que existe. vocês já assitiram “Onde vivem os Monstros”? trata daquelas coisas ancestrais/selvagens/instintivas encontradas dentro de nós. e por vezes aquilo de dentro parece tão externo. difícil separar.

todo mundo dança estranho escutando músicas sozinho? não sei. demorei pra entender que as pessoas não pensam como eu.

se não pensam como eu estou isolado? alguém aí me escuta? não basta. alguém me compreende? ALO! CÂMBIO! 0010110101! -..—.! Como falo com o musgo e os trovões? Estarão a me chamar?

Já sei. Tive uma idéia. Vou contar uma hitória…

cine abc

Em 2009 decidi assitir filmes em ordem alfabética. Divulguei a idéia para alguns amigos e batizamos a empreitada de Cine ABC. Os critérios de escolha do filme foram o ineditismo e a preferência da maioria (apesar da CPI anti-democracia contra a minha pessoa). 

 

Por conta da atmosfera “final de ano é complicado” o Cine ABC não chegou ao Z antes da bola nova iorquina descer em meio aos tursitas bêbados. Confesso ter ficado desapontado mas quando voltei para a Terra dos Papagaios no meio de janeiro um preto velho com uma cruz no peito e Kardec debaixo do braço me disse: “Esse país é bom demais. Temos outro ritmo, o ano novo sequer começou. Aqui só começa mesmo depois do carnaval. Viva Macunaíma!” 

Então tava tudo nos conformes. O Cine ABC podia terminar antes do ano começar no Brasil-sil-sil. E o último final de semana antes do Carnaval será consagrado com a letra Z de Z (filme)! 

 

Pra quem ficou curioso a respeito de quais filmes foram vistos ou perdeu algum aqui tá a lista:

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Arizona Dream – Kusturika

Bananas – Woody Allen

Caminho para Guantanamo – Michael Winterbottom

Dias de Nietzche em Turim – Júlio Bressane

Expresso da meia -Alan Parker

Feios, Sujos e Malvados – Ettore Scola

Gomorra – Matteo Garrone

Hotel de um milhão de dólares – Win Wenders

Interiores – Woody Allen

Joelho de Claire, (O) – Eric Rohmer

King – James Marsh

Lutador, (O) – Darren Aronofsky

Menino do Pijama Listrado, (O) – Mark Herman

Neve Sobre os Cedros – Scott Hicks

Oito e meio – Federico Fellini

Pingue-Pongue da Mongólia – Ning Hão

Questão de Imagem, (Uma) – Agnès Jaoui

Rosetta – Irmãos Dardenne

Stalker – Tarkovsky

Touro Indomável – Martin Scorsese

Última gargalhada, (A) – F.W. Murnau

Vicky Cristina Barcelona – Woody Allen

Week-end à Francesa – Jean-Luc Godard

XXY – Lucía Puenzo

Yentl – Barbara Streisand

Z – Costa Gravas

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Em 2010.abc.br as sessões voltarão cheias de surpresas, aventuras e muita confusão.

Compareçam!

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retrospectiva

esse desenho ficou com o meu irmão. espero que quando eu o visite em Lisboa esteja em uma moldura.

eu não costumo fazer balanços do ano mas veio na minha cabeça, assim sem muita sistemática, como um HD que desfragmenta em segundo plano. um comparativo ao estilo “versus” da revista Quatro Rodas.

2009 começou com um batedor de carteira no Equador. perdi meus documentos. apesar de nada mais grave ter acontecido até então aquilo me deixou abalado. os projetos profissionais não vingaram. e o último cliente não me pagou.

2010 eu voltei da América do Norte com equipamentos para trabalhar. ao chegar soube que um dos meus HDs parou de funcionar, perda da memória. eco de uma das poucas frases otimistas que aceito: não se joga uma vida inteira fora por conta de alguns revézes. coragem e força aí vou eu.

caderneta nômade

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ver com os próprios olhos, registrar com as próprias mãos.

apesar de ter uma Canon 5D e um Mac Book Pro durante minhas andanças pela costa oeste norte americana também levei Canson e um potinho de Nanquim (na bagagem despachada para os policiais americanos não implicarem).

foram 3 semanas e 7 cidades. Los Angeles, Santa Bárbara, Las Vegas, São Francisco, Seattle, Richland e Vancouver (Canadá).

apesar do meu apreço por longos discursos tecerei nesse post apenas dois breves comentários:

1. esse pedaço do mundo é lotado de galerias de arte. a europa é cheia de museus. o Brasil tem exposições temporárias e meia dúzia de galerias elitistas. o novo mundo, o velho mundo, e a rapa.

2. saber dirigir não é suficiente para alugar um carro e chegar no preterido destino. primeiro uma placa de ventos fortes, minha experiência: olhe para as árvores: não balançam. ok. lufada de vento joga o carro para o lado, adrenalina, mas os pinheiros não se movem!!! lição um: você não conhece esse ambiente. peguei -10 graus na estrada, passibilidade de neve. lição número dois: você não tem correntes nem sabe colocá-las. (Não nevou, ufa!). chuva congela ao atingir o para-brisa. você não sabe como limpar. seu amigo brasileiro que mora a 5 anos nos E.U.A diz para jogar águinha no para-brisa. não congela pois eles adicional etanol!

último dia em Santa Barbara.

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do lado de lá

Truque1: Arranje um tapete velho, dobre-o ao meio, cubra o obstáculo, salte.

Truque 2: Toque a campainha.

sobre coragem e culpa

  Eu sinto culpa. Algum tempo atrás pensei muito qual seria a definição de culpa e concluí: auto-flagelo depois de termos feito algo que julgamos errado. Gostei da minha conclusão e falei para algumas pessoas as quais disseram: não acho isso não! Perguntei então o que elas achavam que era e recebi a clássica resposta tosca: Não sei mas acho que não é isso que você falou. Ok ok… fui para o Google e escrevi assim: definição de culpa (enter). Primeiro resultado: um link da Wikipédia. Vamos ver… Lá está, a definição de culpa do Freud é extremamente semelhante a minha.

  Já que não penso coisas tão absurdas prossegui com meus pensamentos. Se a culpa é um auto-flagelo de algo que julgamos errado então é um castigo duplamente auto-crítico. Primeiro nossa subjetividade julga errado e depois ainda pune a si própria. Caramba! É um juíz com peso de consciência se açoitando com a varinha mais cortante.

  Vamos destrinchar a parada. Julgar errado. Quem sou eu para levar a ferro e fogo o certo e errado, e pior, me colocar tantas vezes na posição do errado?! Isso é coisa de gente que se acha sempre certa, superego inflado diria o finado Freud. Tem remédio? Em pílula na farmácia não mas tem umas traquitanas. O jeito é fortalecer o ego, fazer aquilo que deseja, isso demanda coragem, isso demanda não se sentir culpado, peraí: fudeu! deu nó! preciso de coragem pra me livrar da culpa e não tenho coragem pois me sinto culpado?! Claro que deu nó. Você acha que tem sempre a razão (to falando comigo mesmo em terceira pessoa). É semelhante a física quantica. Se soubermos a velocidade não sabemos o espaço, se definirmos tudo perdemos o movimento. Moral da história: esse certo e errado não é absoluto. Ex: Me senti culpado por ter sido roubado mas meu amigo disse com autenticidade que não fui.

  Também não sou ingênuo de achar que devido a ter pensado nisso meus problemas estão resolvidos. A vida é um processo. A vida está em beta. Ou seja: não adianta sair pensando que tudo está no lugar que você quer agora. Somos um agregado de coisas, também somos nosso passado e nosso futuro no presente.

  A segunda parte da culpa é o auto-flagelo. Diretamente relacionado ao: eu mereço! auto-estima. o que posso falar disso: sua auto-estima é problema seu amigo! hehehe E quem quiser que conte outra.

  Sobre o mesmo tema fiz esse desenho. A porta tá ali, tem coragem?

Quero assistir o Sr. Raposo, alguém alinha?

“…coragem meu amigo! Toma esse chapéu que vai dar tudo certo.”

  Essa frase do título está em um institucional de massinha que fiz para a MWM há uns 6 anos atrás.

  A frase também serve de resposta à pergunta de um amigo: “O que você acha que falta para você?!”

  Discuti muito com uma amiga sobre ter coragem pra fazer aquelas coisas que tanto queremos nessa vida ontem. E assim como o anti-vírus AVG que muda de versão hoje também estou inaugurando a minha nova versão (Daniel 7beta). Sete porque achei bonito e beta pois a única definição é a morte, a vida é teste.

  E para o pré-lançamento da minha própria atualização fiz um passeio batuta com pessoas muito batutas para o Pico do Jaraguá. Não levei máquina fotográfica mas levei meu caderno e nanquim. Rá!

7beta

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auto-desenho

Baoba Stëreo Club versão monstro