uma outra humanidade

índio fazer barulho. u-u-u

Tzvetan Todorov nos explica: “Somos todos filhos de Colômbo.” Segundo ele a questão atual do OUTRO teria começado no contato entre o velho e o novo mundo.

Escutei de um sertanista no filme “Serras da Desordem“: – Pedi para eles apagarem a fogueira que carregavam e não me dei conta do que tinha feito naquele instante. Nós precisavamos ganhar tempo, por isso carregar aquela espécie de gaiola com o fogo não me pareceu nada prático. De noite acampamos, juntamos lenha e acendi a fogueira com um isqueiro. Quisera eu que fosse um simples gesto, a caixinha mágica de fogo é um grande problema cultural. A justaposição de duas culturas na qual uma delas possui maior “eficiência” na resoluçao de problemas do dia-a-dia pode acabar com a outra.

O isqueiro como arma de destruiçao cultural.

Tal contato gerou conflito pela hegemonia, e se a diversidade é importante; como conservá-la?

isolar,  enfrentar, observar 

Freud explica. Uma das primeiras proibições da infância é o contato com os órgãos sexuais. Escolhemos não tocar para nos adequarmos ao estado civilizado e usufuírmos no nosso entorno social.

SELVAGEM X CIVILIZADO

Não foi isso o gol do Ronaldo na final Corinthians e Santos? Um indivíduo treinado no velho mundo contra um futebol de índios? Isso não foi um golaço, foi o isqueiro que acendeu.

Click.

abrir janelas.

  Existe uma tensão permanente entre nosso ser e todo o resto. Olhar o externo expande ou contrái nossa individualidade? Win Wenders disse uma vez: Um filme expande nosso mundo. Assim como um livro, uma música ou uma janela. Por sinal o próximo livro da minha lista é Hamlet. Geralmente fico embasbacado com essas obras fundamentais do pensamento humano, e ainda mais interessante é poder comparar o que vimos na obra com aquilo que falam a respeito dela. Kafka NÃO escreveu a palavra BARATA em metamorfose!

desenho do kafka

  Freud escreveu muito a respeito das tensões pscicológicas. Algumas delas geradas entre nossa figura selvagem e nosso estado civilizado. Na borda superior do livro escrevi: O homem civilizado retirou o questionamento de cima das eternas questões e o colocou sobre o caminho a ser tomado.

  – Como viver?

  – Livre.

  – Quem é livre?

  – Aquele que vai atrás dos sonhos.

  Nem que tenhamos que fazer o PROTESTO DE UM HOMEM SÓ.

 

Procuro figurantes para um clipe de rock em uma balada.

Procuro não figurantes para vida.

livre associação.

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(ponto)

 

O início me preocupa. Por isso comecei com um ponto. Não o ponto final, e sim o da origem. (ver: existencialismo, O Ser e o Nada

Que outra resposta poderia ser dada ao início de tudo?

Começo comigo:

Sou platônicopervertido? Ou somente disse essas palavras? Sabemos tais conceitos? E se te pedissem pra dizer algo que sabe. O que você diria?

Durante um curso de desenho em Barcelona o professor disse: o desenho é a visão projetada no papel. Isso fez tão mais sentido do que uma definição de dicionário. Então se eu tentar me descrever através de um desenho, fica assim:

eu por eu mesmo

eu por eu mesmo

Esse post é provisório ou permanente?

Antes do Big-Bang.