Extra! Extra! Comentário de blog vira post!

  É isso aí! li o blog da grande amiga e pessoa Laura 2 M e comentei seu último post com rotinas de autoajuda, sim aquelas coisas que algumas pessoas colocam ao lado do espelho do banheiro, outras mentalizam antes de levantar da cama etc etc. Gostei tanto dos meus próprios tópicos que resolvi escreve-los aqui!

– Descer a Serra do Mar sobre as próprias patas
– Não se masturbar por ansiedade
– Coragem nos projetos
– Manter o coração atento
– Soltar o lobo

Auuuuuuuuuuuuu! RRRRRR….

(lambidinha)

nhac-nhac…

Zzzzzz…

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o guerreiro bondoso – texto

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não se tratava do encontro com um guru, nem uma escalada para o Graal

só andava, e o ato de andar conduzia seu pensamento pouco linear.

a representação do corpo tinha o aspecto contínuo mas ele sabia que seu ser estava espalhado

plim: talvez se juntasse tudo em uma sacola – pudesse fiar uma história – tão contínua quanto seu corpo no espelho.

já estava distante demais do seu último reflexo.

– SOMENTE VOCÊ PODE DECIDIR O QUE PRECISA CARREGAR

quem teria dito aquilo? olhou para os lados e verificou  sua completa solidão. foi seguido por algo imperceptível? ou tal pensamento teria escapado do controle da consciência?

– ASSEGURO-TE, ESTÁ COMPLETAMENTE SÓ.

parou. olhou para suas mãos do mesmo modo que um macaco enjaulado o faria.

lembrou do zoológico em Santiago do Chile. suas mãos eram outras.

onde estavam todos os outros?

– ESTÃO EM JAULAS, MUITAS DELAS TÊM PELO MENOS UM COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET E UMA GELADEIRA. OS QUE SAÍRAM DE SUAS CELAS VAGAM SINGULARES COMO VOCÊ.

ajoelhou no chão e começou a tirar medidas com uma suposta trena. tal qual a cena inicial do Barbeiro de Sevilha (ou a precaução inútil).

mas diferente da ópera a cama apareceu em um passe de mágica

deitou para acordar.

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sobre sonhos, objetivos, convívio e livre-arbítrio.

quando penso nos objetivos e propósitos da minha vida, e por extensão a dos outros, alguns recortes da minha experiência nesse planeta fagulham dentro de mim.

primeiro vem um sentimento de descentralização e não hierarquização do universo. muito bem expresso por Sartre quando diz “a assinatura de um recibo de aluguel e a assinatura de um tratado de paz têm pesos equivalentes para a existência”. * já dá pra perceber que idéias existenciais e anárquicas fazem muito sentido pra mim.

segundo vem um pensamento radical de relativismo em relação às escolhas subjetivas. qual juízo posso fazer da escolha do outro? quem pode garantir que o que me faz contente também fará outrem? mas apesar dessa convicção “faça o que tu queres, há de ser tudo da lei” me inquieta a questão: Esse seu sonho é teu mesmo?

parece que toda resposta gera no mínimo duas perguntas. se você apostar o dobro a cada rodada na roleta do cassino, por mais que você perca, no final sempre ganhará o valor da primeira aposta.

ok. seu sonho é ganhar a aposta? ou juntar em metade da sua vida recursos suficientes para viver a outra metade só desfrutando deles? construír seu castelinho? curtir o gozo da conquista de cada desafio? se a cada resposta surgem mais perguntas um bombadeio de perguntas poderá trazer alguma resposta. sonhos são perigosos! não apenas para os governos e famílias didatoriais. são perigosos para o indivíduo que os sonha pois estes não respeitam o medo da morte (ler Freud).

Nossos sonhos são livres? Salvador Dalí era financiado por um casal da Flórida. Colocar a cama no penhasco e bater a foto assume outra perspectiva, não? Esse negócio de escolher pra onde vamos é muito intrincado (ver Donnie Darko, ler sobre a vontade de Shoppenhauer, ler Universo Elegante, tomar vinho argentino, ir no quiromancista, olhar o papel em branco por 5 minutos). Lembro de uma conversa durante uma aula na faculdade. tinha um crustáceo que fazia sua concha com pedacinhos encontrados durante sua vida. um integrante do meu grupo disse: – Acho que nós somos algo parecido com isso. CONCORDO! sofremos transformações mas em cima de algo pré-existente, não vejo nosso eu como algo indivisível e sim um agregado, nossa “concha de retalhos” nem me parece toda interligada, alguns pedaços nossos estão em outros lugares (vide a falta sentida quando algo ou alguém se vai).

essa junção de muitas coisas forma quem somos. sentimentos, lembranças, corpo e sonhos estão emaranhados.  qualidades e defeitos são juízos de valor elaborados por um pensamento derivativo de natureza diferente do agregado.

procurando o que?

uma referência… um texto do Cortázar…

tá num livro de contos surreais.

achei.

“Carta a Uma Senhora em Paris”

“Quando sinto que vou vomitar um coelinho, ponho dois dedos na boca como uma pinça aberta… é um coelinho normal e perfeito, só que muito pequeno… Um mês é tanto, pêlos compridos, saltos, olhos selvagens, diferença absoluta.”

falei apenas de um emaranhado colorido, pela conta são 7 bilhões epalhados pelo mundo. e retirando eremitas e gurus indianos (*verificar esse preconceito) todos querem de alguma maneira interagir.

se enfiarmos um capacete de realidade virtual em duas pessoas, produzirmos um mesmo vermelho e medirmos suas ondas cerebrais frente a tal exposição: a frequência medida não será a mesma! – Isso é um cavalo! Não, isso é uma zebra. Zebras são listradas como tubarões. Tubarões? Sim, como o paletó do caçador daquele filme do Spielberg. Mas não era xadrez? Olha aquele quadrinho! Em cima do móvel? Não… isso é uma foto, aquele na parede. Ahhh… o calendário. É (fazer o que?!), consegue ver Jesus? Tipo uma cruz? Não, o rosto.

(A ameaça é a solidão ou a auto-cobrança aliada ao juízo dos íntimos?)

Você não percebeu? Percebi o que? Que eu te amo.

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P.S: Nuvem de coelho.

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a memória e o tempo

quando foi mesmo isso?

no começo meu cabelo era cacheado, depois ficou liso e tornou a ficar cheio de voltas.

em que momento resolvi escrever isso?

foi antes ou depois do copo com vodka? olho minhas fotos e julgo ser capaz de dizer aquilo em que pensava. Eu detesto ser picado por mosquitos. escrevo isso com um tubo de repelente em cima da mesa.

mas onde foi que essa necessidade começou?

a memória não é o tempo. a memória é uma linha dentro de nós, o tempo é a quarta dimensão impregnada em tudo que existe. vocês já assitiram “Onde vivem os Monstros”? trata daquelas coisas ancestrais/selvagens/instintivas encontradas dentro de nós. e por vezes aquilo de dentro parece tão externo. difícil separar.

todo mundo dança estranho escutando músicas sozinho? não sei. demorei pra entender que as pessoas não pensam como eu.

se não pensam como eu estou isolado? alguém aí me escuta? não basta. alguém me compreende? ALO! CÂMBIO! 0010110101! -..—.! Como falo com o musgo e os trovões? Estarão a me chamar?

Já sei. Tive uma idéia. Vou contar uma hitória…

retrospectiva

esse desenho ficou com o meu irmão. espero que quando eu o visite em Lisboa esteja em uma moldura.

eu não costumo fazer balanços do ano mas veio na minha cabeça, assim sem muita sistemática, como um HD que desfragmenta em segundo plano. um comparativo ao estilo “versus” da revista Quatro Rodas.

2009 começou com um batedor de carteira no Equador. perdi meus documentos. apesar de nada mais grave ter acontecido até então aquilo me deixou abalado. os projetos profissionais não vingaram. e o último cliente não me pagou.

2010 eu voltei da América do Norte com equipamentos para trabalhar. ao chegar soube que um dos meus HDs parou de funcionar, perda da memória. eco de uma das poucas frases otimistas que aceito: não se joga uma vida inteira fora por conta de alguns revézes. coragem e força aí vou eu.

caderneta nômade

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ver com os próprios olhos, registrar com as próprias mãos.

apesar de ter uma Canon 5D e um Mac Book Pro durante minhas andanças pela costa oeste norte americana também levei Canson e um potinho de Nanquim (na bagagem despachada para os policiais americanos não implicarem).

foram 3 semanas e 7 cidades. Los Angeles, Santa Bárbara, Las Vegas, São Francisco, Seattle, Richland e Vancouver (Canadá).

apesar do meu apreço por longos discursos tecerei nesse post apenas dois breves comentários:

1. esse pedaço do mundo é lotado de galerias de arte. a europa é cheia de museus. o Brasil tem exposições temporárias e meia dúzia de galerias elitistas. o novo mundo, o velho mundo, e a rapa.

2. saber dirigir não é suficiente para alugar um carro e chegar no preterido destino. primeiro uma placa de ventos fortes, minha experiência: olhe para as árvores: não balançam. ok. lufada de vento joga o carro para o lado, adrenalina, mas os pinheiros não se movem!!! lição um: você não conhece esse ambiente. peguei -10 graus na estrada, passibilidade de neve. lição número dois: você não tem correntes nem sabe colocá-las. (Não nevou, ufa!). chuva congela ao atingir o para-brisa. você não sabe como limpar. seu amigo brasileiro que mora a 5 anos nos E.U.A diz para jogar águinha no para-brisa. não congela pois eles adicional etanol!

último dia em Santa Barbara.

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do lado de lá

Truque1: Arranje um tapete velho, dobre-o ao meio, cubra o obstáculo, salte.

Truque 2: Toque a campainha.