confissões

Para aqueles que acreditam em uma força externa, meu atual encontro com as transcrições das conferências do Foucault, sobre a formação do EU, poderia soar como uma revelação, vestígio de uma força maior. Mas encaro como recorte da realidade. Foco.

Uma questão de para onde apontamos nossa mira. O alvo é audiovisual.

Como não optei pelos caminhos mais percorridos, estou abrindo uma trilha.

Não acho que abrir uma trilha seja sempre o melhor percurso, mas no caso do vídeo acredito que sim. Tal julgamento também não é apenas subjetivo, tenho histórias para justificar, desde um “cineasta” que me disse: – Maior roubada se inscrever nesse edital! e depois lá estava ele inscrito. Até ver de perto a produção de um filme, com orçamento de 1.5 milhão de reais (dinheiro de todos nós), e não se conformar com uma obra tão pífia (?) – que adjetivo usar para algo não criativo e consumidor de mais recursos do q deveria?

Suado na trilha. Pintado de urucum.

Confesso que algumas vezes pensei em seguir meus rastros de volta até a bifurcação entre esta trilha e a estrada. Devo confessar minha falta de maneiras com os outros assuntos da vida, tal como o amor, por estar demasiado preocupado no percorrer da trilha. Também confesso ter respirado uma nova lufada de entusiasmo.

Formação.

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animação anarquista com bonecos do “Forte Apache”

  Ontem na mostra internacional de cinema consegui atingir meu objetivo com os filmes desse ano: encontrar novas narrativas! Pra vocês terem uma idéia é uma animação stop-motion feita com bonecos de plástico tipo “Forte Apache” em um roteiro anárquico. Dá uma olhada no trailer:

  Além de ter gostado muito do filme fiquei instigado a produzir minhas idéias animadas! Essa semana meus assuntos profissionais realmente progrediram e deram novo animo para minhas produções! Como essa que fiz em dois encontros de duas horas e meia com um amigo.

Fica dica!

 

em busca de novas narrativas

busco novas maneiras de se contar histórias. se alguém conhece me manda um email ou deixa um comentário aqui. ontem fui na mostra ver um filme argentino que parecia contar a história de um jeito diferente. Aqui está o trailer de “Todos Mienten”:

Infelizmente me pareceu uma releitura ruim do cineasta francês Erich Rohmer  misturada com o filme “Os Idiotas” do Lars Von Trier. Mas como eu mesmo digo: “coisa ruim serve ao menos pra incentivar produzirmos nossas coisas”. 

Concretizar nossos projetos não é nada fácil, sei bem. Existe a dificuldade de recursos, a coragem na decisão, na feitura e na exibição. Eu por exemplo curto animação. (Sabe aquele papo da pessoa bater o olho e saber que quer aquilo? sinto isso com animação). Pois aqui vai a parte auto-ajuda do meu post: Se você sente algo desse tipo por algo, pense se não quer trabalhar nisso. Eu achava que todo mundo via filmes e animações e percebia se a estética tava boa, a luz, o roteiro etc etc demorei pra notar que era uma facilidade minha e com boas possibilidades de tirar proveito próprio.

Aceito propostas e parcerias audiovisuais!